Maracatu na bateria: alfaias no bumbo e caixa
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O maracatu de baque virado na bateria leva as alfaias para o bumbo, com uma frase de cinco notas por compasso, e a caixa toca semicolcheias fracas com acento no 2 e no 4. O gonguê, sino de ferro do maracatu, pode ir para o cowbell.
Intermediário80 bpm para começar
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Para professores e blogs de bateria: cole este código na sua página e a levada toca lá, com o Tuca e a partitura.
A levada de maracatu em texto
Onde cada peça bate na levada principal, a 80 bpm, contando o compasso em voz alta.
Compasso 1
- Bumbo
- 1, última semicolcheia do 1, última semicolcheia do 2, segunda semicolcheia do 3, última semicolcheia do 3
- Caixa fantasma
- 1, segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, última semicolcheia do 1, segunda semicolcheia do 2, 'e' do 2, última semicolcheia do 2, 3, segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, última semicolcheia do 3, segunda semicolcheia do 4, 'e' do 4, última semicolcheia do 4
- Caixa acentuada
- 2, 4
Como tocar, passo a passo
- 1
Frase das alfaias no bumbo
Conte em semicolcheias. O pé abre o compasso no 1, volta na última semicolcheia do 1 e na última semicolcheia do 2; no 3, toca na segunda e na última semicolcheia, e o 4 fica livre. Toque só o pé, contando alto.
- 2
Rufo fraco na caixa
Com as duas mãos, toque semicolcheias bem fracas na caixa, alternando. Pense no som da caixa do maracatu, um chiado contínuo por baixo das alfaias.
- 3
Acentos no 2 e no 4
Acentue a caixa no 2 e no 4, mantendo o resto fraco. Esses acentos são o ponto de apoio para não se perder na frase do bumbo.
- 4
Junte pé e mãos
Junte o bumbo com o rufo em 60 bpm. O pé tende a seguir os acentos da mão; se isso acontecer, volte ao bumbo sozinho com o metrônomo.
- 5
Toque com peso
O maracatu é grave e forte. Quando a coordenação estiver firme, suba para 80 bpm e deixe o bumbo soar cheio.
Variações
Escolha a variação no player acima para ouvir e ver o Tuca tocando.
Com gonguê no cowbell
80 bpm
A mão direita sai da caixa e toca no cowbell uma frase simplificada do gonguê: nos tempos e no 'e' do 2 e do 4. A mão esquerda mantém os acentos no 2 e no 4.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, última semicolcheia do 1, última semicolcheia do 2, segunda semicolcheia do 3, última semicolcheia do 3
- Caixa
- 2, 4
- Agogô
- 1, 2, 'e' do 2, 3, 4, 'e' do 4
Alfaias no tom de chão
75 bpm
O bumbo fica com o 1 e a segunda semicolcheia do 3, e o tom de chão toca as outras notas da frase das alfaias: a última semicolcheia do 1, do 2 e do 3. O som fica mais próximo dos tambores de corda.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, segunda semicolcheia do 3
- Caixa
- 2, 4
- Surdo
- última semicolcheia do 1, última semicolcheia do 2, última semicolcheia do 3
Virada de alfaia
75 bpm
No 3 e no 4 do segundo compasso, as duas mãos vão para os tons em semicolcheias com acentos no grave. É a chamada para a volta do baque.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, última semicolcheia do 1, última semicolcheia do 2, segunda semicolcheia do 3, última semicolcheia do 3
- Caixa fantasma
- 1, segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, última semicolcheia do 1, segunda semicolcheia do 2, 'e' do 2, última semicolcheia do 2, 3, segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, última semicolcheia do 3, segunda semicolcheia do 4, 'e' do 4, última semicolcheia do 4
- Caixa acentuada
- 2, 4
- Crash
- 1
Compasso 2
- Bumbo
- 1, última semicolcheia do 1, última semicolcheia do 2
- Caixa fantasma
- 1, segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, última semicolcheia do 1, segunda semicolcheia do 2, 'e' do 2, última semicolcheia do 2
- Caixa acentuada
- 2
- Surdo
- 3, última semicolcheia do 3, 4, 'e' do 4, última semicolcheia do 4
- Tom médio
- segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, segunda semicolcheia do 4
Erros comuns
- Deixar o pé seguir os acentos da caixa. A frase do bumbo é independente; treine separado até ela andar sozinha.
- Rufo alto demais. A caixa é o fundo; se ela cobrir o bumbo, a frase das alfaias desaparece.
- Tocar leve. O maracatu pede peso no grave; afine o bumbo e o tom de chão mais abertos se puder.
- Achar que existe uma levada única. As nações de maracatu têm toques diferentes; ouça gravações e adapte a frase.
De onde vem
O maracatu de baque virado, ou maracatu nação, é uma tradição afro-brasileira de Pernambuco, ligada aos cortejos de coroação de reis e rainhas negros. A percussão tem alfaias (tambores grandes de corda), caixas, tarol, gonguê e agbê. Nos anos 1990, Chico Science & Nação Zumbi juntaram o maracatu ao rock no movimento manguebeat, e muitos bateristas passaram a adaptar as alfaias para o bumbo e o tom de chão. Cada nação tem seus próprios toques; a levada desta página é uma adaptação simplificada para a bateria.
Perguntas frequentes
Como adaptar o maracatu para a bateria?
As alfaias vão para o bumbo e o tom de chão, a caixa faz o rufo das caixas e taróis e o cowbell faz o gonguê. Como uma pessoa só não toca tudo, escolha duas ou três camadas por vez.
O que é baque virado?
É o tipo de maracatu com alfaias, caixas e gonguê, também chamado de maracatu nação. Existe também o maracatu rural, ou de baque solto, com outra formação e outro ritmo.
Maracatu é bom para treinar independência?
É muito bom. O bumbo toca uma frase própria enquanto as mãos fazem um rufo regular, o que obriga o pé a andar sozinho.
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Cole o link do YouTube e o Tuca tira a bateria: partitura, kit 3D e o áudio só da bateria, no tempo da gravação.