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Frevo na bateria: caixa em semicolcheias e bumbo

Revisado em

No frevo, a caixa toca semicolcheias sem parar, com acentos agrupados em 3, 3 e 2, e o bumbo marca todos os tempos como o surdo. É um ritmo binário e muito rápido, então a resistência das mãos é tão importante quanto a coordenação.

Avançado90 bpm para começar

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A levada de frevo em texto

Onde cada peça bate na levada principal, a 90 bpm, contando o compasso em voz alta.

Compasso 1

Bumbo
1, 2, 3, 4
Caixa acentuada
1, última semicolcheia do 1, 'e' do 2, 3, última semicolcheia do 3, 'e' do 4
Caixa fantasma
segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, 2, segunda semicolcheia do 2, última semicolcheia do 2, segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, 4, segunda semicolcheia do 4, última semicolcheia do 4

Como tocar, passo a passo

  1. 1

    Mãos alternadas em semicolcheias

    Comece só com a caixa: semicolcheias alternando direita e esquerda, todas fracas, em 70 bpm. O frevo exige que isso fique relaxado por vários minutos.

  2. 2

    Acentos em 3-3-2

    Em cada dois tempos há oito semicolcheias. Acentue a 1ª, a 4ª e a 7ª: 'PA-ra-ra-PA-ra-ra-PA-ra'. As outras notas continuam fracas.

  3. 3

    Bumbo em todos os tempos

    Acrescente o bumbo no 1, 2, 3 e 4. Repare que o acento da 4ª semicolcheia cai logo antes do 2, e o da 7ª cai no 'e' do 2. O bumbo segue reto embaixo deles.

  4. 4

    Suba o andamento aos poucos

    Quando a levada estiver limpa em 90 bpm, suba de 4 em 4. O frevo de rua passa fácil de 140 bpm; chegue lá em semanas, sem forçar.

Variações

Escolha a variação no player acima para ouvir e ver o Tuca tocando.

Só os acentos

90 bpm

A caixa toca apenas as notas acentuadas e o bumbo segue em todos os tempos. Serve para entender onde a frase cai antes de encher com o rufo.

Ver em texto

Compasso 1

Bumbo
1, 2, 3, 4
Caixa
1, última semicolcheia do 1, 'e' do 2, 3, última semicolcheia do 3, 'e' do 4

Com chimbal no pé

90 bpm

O pé esquerdo fecha o chimbal no 'e' de cada tempo, entre as notas do bumbo. A levada ganha o suingue do pandeiro.

Ver em texto

Compasso 1

Bumbo
1, 2, 3, 4
Caixa acentuada
1, última semicolcheia do 1, 'e' do 2, 3, última semicolcheia do 3, 'e' do 4
Caixa fantasma
segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, 2, segunda semicolcheia do 2, última semicolcheia do 2, segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, 4, segunda semicolcheia do 4, última semicolcheia do 4
Chimbal com o pé
'e' do 1, 'e' do 2, 'e' do 3, 'e' do 4

Virada de frevo

85 bpm

No fim do segundo compasso, as semicolcheias passam da caixa para os tons, do agudo ao grave, e o prato entra no 1. A mão continua no mesmo fluxo, só muda de peça.

Ver em texto

Compasso 1

Bumbo
1, 2, 3, 4
Caixa acentuada
1, última semicolcheia do 1, 'e' do 2, 3, última semicolcheia do 3, 'e' do 4
Caixa fantasma
segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, 2, segunda semicolcheia do 2, última semicolcheia do 2, segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, 4, segunda semicolcheia do 4, última semicolcheia do 4
Crash
1

Compasso 2

Bumbo
1, 2, 3, 4
Caixa acentuada
1, última semicolcheia do 1, 'e' do 2
Caixa fantasma
segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, 2, segunda semicolcheia do 2, última semicolcheia do 2
Tom agudo
3, segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, última semicolcheia do 3
Tom médio
4, segunda semicolcheia do 4
Surdo
'e' do 4, última semicolcheia do 4

Erros comuns

  • Tensionar os braços para conseguir velocidade. A velocidade do frevo vem de pulso e dedos soltos; com o braço duro, você cansa em segundos.
  • Acentos com a mesma força das notas fracas. Sem diferença de volume, a frase 3-3-2 desaparece e sobra só um rufo.
  • Bumbo acompanhando os acentos da caixa. Ele fica reto em todos os tempos.
  • Subir o andamento antes de a levada estar limpa. No frevo, notas sujas aparecem mais do que em qualquer outro ritmo.

De onde vem

O frevo nasceu no Recife no fim do século XIX, com as bandas e os blocos de carnaval, e foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2012. É tocado por orquestras de metais com caixa, surdo e pandeiro, em andamento muito rápido, para os passistas de sombrinha. Na bateria, o bumbo faz o surdo em cada tempo e a caixa assume o rufo contínuo.

Perguntas frequentes

Por que o frevo é considerado difícil na bateria?

Pelo andamento. A levada em si tem poucas peças, mas manter semicolcheias com acentos a mais de 140 bpm exige técnica de mãos e resistência.

Como treinar a velocidade para o frevo?

Toque semicolcheias alternadas na caixa com metrônomo, alguns minutos por dia, subindo poucos bpm de cada vez. Mantenha as baquetas baixas nas notas fracas e só levante nos acentos.

Qual a diferença entre frevo e marchinha na bateria?

Os dois são binários e de carnaval, mas a marchinha é mais lenta e a caixa toca uma levada mais simples. No frevo a caixa faz um rufo contínuo com acentos em 3-3-2.

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