Ijexá na bateria: levada com aro e agogô
Revisado em
O ijexá na bateria é uma levada leve e de andamento médio. O bumbo toca no 1, no 'e' do 2 e no 3, o aro da caixa toca no 2, no 'e' do 3 e no 4, imitando o atabaque, e o chimbal anda em colcheias, ou o cowbell faz a frase do agogô.
Intermediário85 bpm para começar
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A levada de ijexá em texto
Onde cada peça bate na levada principal, a 85 bpm, contando o compasso em voz alta.
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 'e' do 2, 3
- Aro
- 2, 'e' do 3, 4
- Chimbal
- 1, 'e' do 1, 2, 'e' do 2, 3, 'e' do 3, 4, 'e' do 4
Como tocar, passo a passo
- 1
Chimbal em colcheias
Comece com o chimbal em colcheias, suave e regular. Ele faz o papel do agogô e do xequerê, então precisa soar leve.
- 2
Bumbo no 1, no 'e' do 2 e no 3
Junte o bumbo no 1, no 'e' do 2 e no 3. A nota no 'e' do 2 é a que puxa o balanço; mantenha o pé leve, sem enterrar o batedor.
- 3
Aro no 2, no 'e' do 3 e no 4
A mão esquerda toca o aro no 2, no 'e' do 3 e no 4. Repare que o aro e o bumbo se alternam: nenhuma nota dos dois cai junto.
- 4
Junte devagar
Junte as três partes em 65 bpm e só suba quando a alternância entre bumbo e aro soar como uma frase de atabaque.
Variações
Escolha a variação no player acima para ouvir e ver o Tuca tocando.
Com agogô no cowbell
85 bpm
A mão direita passa para o cowbell e toca uma frase simplificada do agogô. Bumbo e aro continuam iguais. Fica mais perto do som dos afoxés.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 'e' do 2, 3
- Aro
- 2, 'e' do 3, 4
- Agogô
- 1, 2, 'e' do 2, 'e' do 3, 4
Atabaques nos tons
80 bpm
As notas do aro passam para os tons, o médio no 2 e no 4 e o tom de chão no 'e' do 3, como o diálogo entre atabaques. Use em partes instrumentais ou no fim da música.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 'e' do 2, 3
- Chimbal
- 1, 'e' do 1, 2, 'e' do 2, 3, 'e' do 3, 4, 'e' do 4
- Tom médio
- 2, 4
- Surdo
- 'e' do 3
Erros comuns
- Tocar a caixa aberta. O ijexá é leve; a caixa no centro da pele soa como samba-reggae ou axé.
- Andamento alto. O ijexá é médio e balançado; quando acelera, perde o caráter.
- Bumbo e aro juntos. Na levada, um responde ao outro; tocar os dois ao mesmo tempo apaga a frase.
De onde vem
O ijexá vem do candomblé, onde é associado a Oxum, e chegou às ruas de Salvador com os afoxés, como o Filhos de Gandhy. É tocado com atabaques, agogô e xequerê, num andamento médio e balançado. Gilberto Gil, Djavan, Caetano Veloso e outros artistas da MPB gravaram ijexás, e a bateria entrou adaptando o agogô para o chimbal ou o cowbell e os atabaques para o bumbo, o aro e os tons. As levadas mudam bastante entre bateristas; esta é uma adaptação comum para começar.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre ijexá e axé na bateria?
O ijexá é mais lento e leve, com aro e chimbal suave. O axé tem bumbo em todos os tempos e a caixa aberta, com mais energia para o trio elétrico.
Dá para tocar ijexá sem percussão?
Dá. O chimbal ou o cowbell faz o agogô e o aro faz o atabaque. Com percussionistas, a bateria pode ficar só no bumbo e no aro.
O ijexá é religioso?
Ele nasceu no candomblé e continua presente nos terreiros, e também é tocado nos afoxés e na música popular. Ao tocar em contexto de terreiro, respeite as orientações da casa.
Quer a bateria de uma música inteira?
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