Funk carioca na bateria: batida e tamborzão
Revisado em
A batida do funk carioca na bateria tem o bumbo agrupado em 3, 3 e 2 semicolcheias, duas vezes por compasso, a caixa no 2 e no 4 fazendo a palma e o chimbal em colcheias. O tamborzão, a variação com timbre de atabaque, vai para os tons.
Iniciante100 bpm para começar
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A levada de funk carioca em texto
Onde cada peça bate na levada principal, a 100 bpm, contando o compasso em voz alta.
Compasso 1
- Bumbo
- 1, última semicolcheia do 1, 'e' do 2, 3, última semicolcheia do 3, 'e' do 4
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal
- 1, 'e' do 1, 2, 'e' do 2, 3, 'e' do 3, 4, 'e' do 4
Como tocar, passo a passo
- 1
Conte 3, 3, 2
Divida meio compasso (dois tempos) em oito semicolcheias e agrupe em 3, 3 e 2: 'UM-dois-três, UM-dois-três, UM-dois'. O bumbo toca em cada 'UM'. Esse agrupamento aparece em muita música afro-latina e é o coração da batida.
- 2
Bumbo sozinho
Toque o bumbo no 1, na última semicolcheia do 1 e no 'e' do 2; depois no 3, na última semicolcheia do 3 e no 'e' do 4. Repita até o pé tocar a frase sem você precisar contar.
- 3
Caixa no 2 e no 4
A caixa entra no 2 e no 4, entre as notas do bumbo. Use rimshot para chegar perto do estalo da palma eletrônica.
- 4
Chimbal em colcheias
Por último, o chimbal em colcheias. Ele não aparece em todo funk, mas ajuda a segurar o tempo enquanto a coordenação se forma.
Variações
Escolha a variação no player acima para ouvir e ver o Tuca tocando.
Tamborzão nos tons
95 bpm
O bumbo fica no 1 e no 3 e os tons tocam o resto da frase 3-3-2, como os atabaques do tamborzão. A caixa continua no 2 e no 4.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 3
- Caixa
- 2, 4
- Tom médio
- última semicolcheia do 1, última semicolcheia do 3
- Surdo
- 'e' do 2, 'e' do 4
Versão básica
90 bpm
Um único 3-3-2 por compasso, em colcheias: bumbo no 1, no 'e' do 2 e no 4, caixa no 2 e no 4. Bom para quem está começando a separar mão e pé.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 'e' do 2, 4
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal
- 1, 'e' do 1, 2, 'e' do 2, 3, 'e' do 3, 4, 'e' do 4
Funk dos anos 90 (Miami bass)
100 bpm
Antes do tamborzão, o funk dos bailes seguia o Miami bass: bumbo no 1, na última semicolcheia do 1, no 'e' do 2 e no 'e' do 3, e caixa no 2 e no 4. É a batida do Rap das Armas. O 3-3-2 aparece inteiro só na primeira metade do compasso, e a segunda metade fica mais aberta.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, última semicolcheia do 1, 'e' do 2, 'e' do 3
- Caixa
- 2, 4
Erros comuns
- Espalhar o 3-3-2 em partes iguais. As duas primeiras distâncias são iguais e a última é mais curta; se ficar tudo igual, vira outro ritmo.
- Bumbo grave e longo. Em bateria acústica, abafe o bumbo para chegar perto do grave curto da programação.
- Encher de prato e virada. O funk é repetitivo; o peso vem da batida constante.
De onde vem
O funk carioca se formou nos bailes do Rio de Janeiro nos anos 1980, a partir do Miami bass, batida eletrônica que chegava em discos importados. Na virada para os anos 2000 surgiu o tamborzão, com timbre de atabaque, que deu ao funk uma cara brasileira. Como a base é eletrônica, tocar funk na bateria acústica é uma adaptação: o bumbo faz a frase do grave, a caixa faz as palmas e os tons imitam o tamborzão.
Perguntas frequentes
O que é tamborzão?
É uma batida do funk carioca com timbre de atabaque, que se espalhou nos anos 2000. Na bateria, ela vai para os tons, mantendo o agrupamento 3-3-2.
Funk carioca e hip-hop têm a mesma batida?
Não. O hip-hop costuma ter bumbo mais livre e caixa no 2 e no 4 com andamento mais lento. O funk carioca tem o bumbo no 3-3-2, repetido de forma bem regular, e geralmente é mais rápido.
Qual o andamento do funk carioca?
Por muito tempo ficou perto de 130 bpm, e hoje há muito funk bem mais rápido. Para estudar, 90 a 100 bpm é suficiente.
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