Exercícios de chimbal: 8 treinos rápidos para bateria
Revisado em , com a levada conferida em tablaturas de bateria das músicas citadas
Oito treinos curtos de chimbal, um minuto cada, que cabem em dez minutos de estudo. Toque junto com o Tuca e passe para o próximo quando sair limpo.
Iniciante70 bpm para começar
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1 de 8Levada principal
A levada de exercícios de chimbal em texto
Onde cada peça bate na levada principal, a 70 bpm, contando o compasso em voz alta.
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 3
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal
- 1, 2, 3, 4
Como tocar, passo a passo
- 1
Comece pelas semínimas
A levada principal do player tem o chimbal só nos quatro tempos, junto com bumbo e caixa. É o aquecimento: toque um minuto a 70 bpm e confira se as três peças batem juntas no 1 e no 3 e no 2 e no 4.
- 2
Sem bateria, simule na perna
Mão direita na coxa direita faz o chimbal, mão esquerda na coxa esquerda faz a caixa e o pé direito bate no chão como bumbo. Toque junto com o Tuca na tela: o que você treina aqui é a coordenação, que vale igual quando sentar na bateria.
- 3
Um minuto por treino
Escolha o próximo treino no player e toque um minuto sem parar. Se errar, não pare para recomeçar; volte para o tempo seguinte e continue, como faria tocando com uma banda.
- 4
Mude o andamento só quando sair limpo
Cada treino começa num bpm confortável. Quando um minuto sair sem erro, suba 5 bpm no player; quando errar duas vezes seguidas, volte 5.
- 5
Anote o bpm de cada treino
Escreva o andamento que você alcançou em cada um dos oito. No dia seguinte, comece 5 bpm abaixo da marca e suba até ela; em uma ou duas semanas a evolução fica visível no papel.
Variações
Escolha a variação no player acima para ouvir e ver o Tuca tocando.
Acento 3-3-2
70 bpm
Oito colcheias no chimbal com acento na 1ª, na 4ª e na 7ª nota, contando 'UM e dois E três e QUA tro'. O acento cai fora dos tempos e puxa a mão para o lado, enquanto bumbo e caixa ficam no lugar. Treina o controle de volume da mão direita sem depender do pulso da levada.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 3
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal acentuado
- 1, 'e' do 2, 4
- Chimbal
- 'e' do 1, 2, 3, 'e' do 3, 'e' do 4
Galope
65 bpm
Em cada tempo, uma colcheia e duas semicolcheias, contando '1 e a, 2 e a'. A primeira nota é mais longa e as duas últimas vêm coladas. É o desenho de chimbal de muito rock acelerado e de música sertaneja mais animada.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 3
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal
- 1, 'e' do 1, última semicolcheia do 1, 2, 'e' do 2, última semicolcheia do 2, 3, 'e' do 3, última semicolcheia do 3, 4, 'e' do 4, última semicolcheia do 4
Galope invertido
65 bpm
O mesmo desenho virado ao contrário: duas semicolcheias e uma colcheia em cada tempo, contando '1 é e, 2 é e'. A nota longa agora fica no fim do tempo. Alternar com o galope comum mostra se você está ouvindo a semicolcheia ou só repetindo o movimento.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 3
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal
- 1, segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, 2, segunda semicolcheia do 2, 'e' do 2, 3, segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, 4, segunda semicolcheia do 4, 'e' do 4
Troca colcheia e semicolcheia
70 bpm
Um compasso de colcheias e um de semicolcheias, sem parar. O andamento não muda; só a mão dobra a quantidade de notas. O erro comum é acelerar o compasso de colcheias ou atrasar a entrada das semicolcheias, então conte em voz alta na virada de um para o outro.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 3
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal
- 1, 'e' do 1, 2, 'e' do 2, 3, 'e' do 3, 4, 'e' do 4
Compasso 2
- Bumbo
- 1, 3
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal
- 1, segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, última semicolcheia do 1, 2, segunda semicolcheia do 2, 'e' do 2, última semicolcheia do 2, 3, segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, última semicolcheia do 3, 4, segunda semicolcheia do 4, 'e' do 4, última semicolcheia do 4
Semicolcheias acentuadas
75 bpm
Dezesseis notas por compasso com acento na primeira de cada tempo. Com uma mão só, o acento vem da descida da baqueta e as três notas fracas saem do rebote. Toque um minuto inteiro: se o braço travar antes disso, desça o andamento.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 3
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal acentuado
- 1, 2, 3, 4
- Chimbal
- segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, última semicolcheia do 1, segunda semicolcheia do 2, 'e' do 2, última semicolcheia do 2, segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, última semicolcheia do 3, segunda semicolcheia do 4, 'e' do 4, última semicolcheia do 4
Duas mãos alternadas
85 bpm
Semicolcheias no chimbal com as duas mãos, D E D E, e acento no 'e' de cada tempo, que cai na direita. No 2 e no 4 a direita sai do chimbal e toca a caixa, e a esquerda segue no chimbal sem parar. As mãos cruzadas ficam assim o tempo todo: direita por cima, esquerda por baixo.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, 3
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal
- 1, segunda semicolcheia do 1, última semicolcheia do 1, segunda semicolcheia do 2, última semicolcheia do 2, 3, segunda semicolcheia do 3, última semicolcheia do 3, segunda semicolcheia do 4, última semicolcheia do 4
- Chimbal acentuado
- 'e' do 1, 'e' do 2, 'e' do 3, 'e' do 4
Abertura no 'e' do 4
80 bpm
Semicolcheias no chimbal com uma abertura no 'e' do 4, fechando com o pé na nota seguinte, e o bumbo sincopado do funk e do pop. Abra o pé esquerdo junto com a baqueta e feche de volta antes do 1, para o prato aberto não tocar por cima do compasso seguinte.
Ver em texto
Compasso 1
- Bumbo
- 1, última semicolcheia do 2, 'e' do 3
- Caixa
- 2, 4
- Chimbal
- 1, segunda semicolcheia do 1, 'e' do 1, última semicolcheia do 1, 2, segunda semicolcheia do 2, 'e' do 2, última semicolcheia do 2, 3, segunda semicolcheia do 3, 'e' do 3, última semicolcheia do 3, 4, segunda semicolcheia do 4, última semicolcheia do 4
- Chimbal aberto
- 'e' do 4
Erros comuns
- Fazer os oito treinos no mesmo andamento. Cada um tem sua dificuldade; respeite o bpm sugerido e suba cada um no seu ritmo.
- Deixar a mão do chimbal copiar a força da caixa. O chimbal acompanha e fica mais baixo, a caixa é que precisa aparecer.
- Correr nas semicolcheias do galope. As duas notas coladas tendem a adiantar; ouça o Tuca e encaixe as suas nas dele.
- Pular o treino que você erra mais. É justamente nele que está o ganho; fique mais tempo ali e menos nos que já saem fáceis.
Por que treinar
O chimbal é a peça que mais toca numa levada: em pop, rock, louvor e funk, a mão direita fica nele quase o tempo todo. Por isso pequenas falhas aparecem tanto, como uma nota fraca que corre, um acento que some quando a caixa entra ou uma abertura que fica tocando por cima do tempo seguinte. Treinos curtos e diários resolvem isso melhor que uma sessão longa por semana, porque o que se treina é controle fino da mão, e esse controle vem da repetição. Cada treino desta página ataca um ponto só; quando um deles ficar difícil, a aula completa do assunto está nos links ao lado.
Perguntas frequentes
Dá para treinar chimbal sem bateria?
Dá. Bata a mão direita na coxa direita como chimbal, a esquerda na coxa esquerda como caixa e o pé direito no chão como bumbo, tocando junto com o Tuca na tela. Um pad de estudo deixa o som e o rebote mais parecidos com a baqueta no prato.
Quantos minutos por dia devo treinar chimbal?
Dez minutos por dia, um por treino desta página, já dão resultado em poucas semanas. Praticar todo dia rende mais do que uma sessão longa uma vez por semana.
Por que o meu chimbal acelera sozinho?
Quase sempre é a nota fraca correndo para a próxima. Toque com metrônomo ou junto com o Tuca, fale a contagem em voz alta e grave meio minuto para ouvir onde o espaço entre as notas encurta.
Qual exercício de chimbal fazer primeiro?
Comece pelas semínimas da levada principal e depois siga a ordem do player. Os primeiros treinos são de colcheias e acentos; galope, semicolcheias e abertura vêm depois porque pedem mais controle da mão e do pé esquerdo.
Quer a bateria de uma música inteira?
Cole o link do YouTube e o Tuca tira a bateria: partitura, kit 3D e o áudio só da bateria, no tempo da gravação.